quinta-feira, 6 de junho de 2019

QUALIDADE E OPORTUNIDADE


A Câmara de Coimbra lançou um concurso público para a construção de uma pista de BMX nos campos do Bolão. O projeto iniciado em 2016 terá ido, decerto, suficientemente amadurecido em todas as suas componentes, terão sido devidamente ponderados os impactos, e considerado o custo/benefício para o Município.

Para a zona de implantação também tem sido considerada uma intervenção tendente a acabar, de uma vez por todas, com a vergonha que é a estação ferroviária Coimbra B e a construção de interface rodo-ferroviário funcional e digno. Esta solução permitiria, ainda, construir adequadas instalações para os SMTUC, libertando o espaço que atualmente ocupam na margem esquerda do Mondego numa zona especial da cidade.

Assim sendo, e porque todos estes projetos implicam tempo e aturada reflexão, venho cada vez mais, como simples cidadão, a consolidar a ideia de que o espaço atualmente ocupado pelos SMTUC, à Guarda Inglesa, e descartada que está a hipótese de virem aí a ser construídas novas instalações para a Justiça, seria o espaço ideal para instalar um equipamento tipo Parque Tivoli.

O Parque Tivoli localizado no centro de Copenhaga - é o parque do género mais antigo do mundo, tendo sido aberto em 1843 - é um jardim de grande beleza, onde se realizam espetáculos, espaços de restauração e os mais variados divertimentos para todos os gostos e idades.

Este seria o equipamento ideal para resolver definitivamente a questão da Feira Popular, complementaria o Portugal dos Pequenitos, contribuiria para melhorar a imagem daquele espaço, induziria a relação da cidade com o rio, e pela localização geográfica seria uma importante mais valia para Coimbra e a Região Centro pela atratividade para a região de visitantes de todo o país e não só.

Os ganhos no turismo e na hotelaria, bem como na cultura, no comércio e nos serviços ganhariam significativamente, assim como toda atividade económica da região.
Explorar a possibilidade do estabelecimento de uma relação, (franchising ou similar), com o Parque Tivoli (Copenhaga - Dinamarca) para a instalação e gestão de um projeto desta natureza, devia merece mais do que um sorriso condescendente, porque ele seria verdadeiramente estruturante e teria um enorme impacto na cidade e na região.

Mais, é um projeto que representaria qualidade e oportunidade, fatores que temos forçosamente de considerar nas nossas políticas urbanas. Aliás, se não formos nós a considerar rapidamente esta possibilidade estou certo que outros o farão em demora.




IGNORÂNCIA


À medida que os anos vão passando cada vez vou tendo mais consciência da minha ignorância. Bem, não é só da ignorância é também da incapacidade de entender certas atitudes e certos comportamentos.

Por exemplo. Vai começar a Queima das Fitas, uma tradição académica vivida de forma intensa em Coimbra, e fico sempre sem perceber como é que esta festa especial de estudantes universitários se transformou naquilo que é hoje: num momento, com honrosas exceções, de boçalidade e de excessos alcoólicos?

Percebem-se e aceitam-se alguns excessos, como aliás é da tradição, mas o que é chocante é ver como é que aqueles que amanhã vão fazer parte das nossas elites, nas mais diversas áreas, e que valorizam a sua formação académica e a vivência de Coimbra, abdicaram da crítica inteligente e se deixam capturar por descarados interesses comerciais.

Por outro lado, a campanha para as eleições europeias de 26 de maio, que já aí está, vai acentuar-se nos próximos dias e, neste caso, é a incredibilidade somada á ignorância dos interesses em jogo que me assaltam, por ver tanto entusiasmo eleitoral por parte de partidos e forças políticas que não gostam ou mesmo rejeitam a Europa de que o Parlamento Europeu é um elemento essencial, mas que se batem bravamente para integrar esse malfadado areópago.

Outros, ainda, fazem destas eleições um combate para atingir a infelicidade, dado que para eles ser eleito é sinónimo de sofrimento e de desconforto pessoal e político. Mais do que uma prova de interesse e serviço público transmitem uma sofrida imagem de masoquismo.

Hoje temos a possibilidade de aceder à informação, em quantidade e com uma velocidade como nunca antes foi possível e isso devia permitir diminuir a ignorância mas, a verdade, é que parece tê-la exponenciado. Veja-se que o país mais poderoso do mundo, com qualificadas elites culturais e cientificas, tem como presidente alguém que é tido como o mais ignorante da sua história e que, surpreendentemente, neste momento, já conseguiu um financiamento avultadíssimo, como parece nunca terá existido, para a campanha presidencial que vai ocorrer daqui a dois anos e em que tentará a sua reeleição.

Finalmente, quero assumir, eu que permanentemente me bato por Coimbra, a minha ignorância ou ilusão de conhecimento perante os principais problemas da cidade, como ficou demonstrado com a aprovação por unanimidade pela Assembleia Municipal, da elaboração e execução urgente de um plano de arborização da cidade.

Aqui está a prova do poder do pensamento grupal e da minha ignorância individual.


sexta-feira, 21 de setembro de 2018

DESCUBRA AS DIFERENÇAS


Nas andanças que vou fazendo encontro sempre motivos de reflexão e sentimentos muitas vezes contraditórios relativamente à minha Coimbra. Da satisfação de nela viver e de aqui ver crescer a minha família a uma certa tristeza por a ver desnecessariamente ultrapassada vai um pequeno passo.

Sei, por experiência própria, que não é fácil realizarmos muitos dos sonhos cívicos, mas também sei que é possível dar passos significativos no sentido de a tornar mais acolhedora e vibrante. Talvez que o método a adotar seja o de caminhar com pequenos passos, consentâneos com uma realidade especifica e tendo em conta não estragar o existente, incorporando o que de melhor se vai concebendo e fazendo por esse mundo fora.

O que me parece essencial, para mais neste tempo de “invasão” turística, é a necessidade de identificação das nossas especificidades e das nossas diferenças, e depois entende-las, trabalhá-las e valorizá-las.

Nenhum turista virá a Coimbra para comer um hambúrguer de uma cadeia internacional de fast-food, que existe igual e com o mesmo sabor em todo o lado, ou comprar vestuário numa grande superfície em que as peças são exatamente as mesmas por esse mundo fora. Mas, haverá muito quem venha se souber que existem restaurantes tradicionais com gastronomia única, onde se pode saborear um tradicional prato de ossos de sabor especial, ou comprar roupas ou têxteis dependurados nas lojas das ruas estreitas da Baixinha.

Vários exemplos como estes podem ser encontrados e urge que pensemos coletivamente no assunto, porque somos todos parte da solução. Um, que não me canso de repetir, tem a ver com a música, onde Coimbra tem uma enorme tradição. Há aqui uma orquestra clássica, imensos coros, muitos grupos folclóricos, vários grupos de diferentes expressões musicais, melómanos competentes, etc., e uma coisa única (cá está a especificidade) o Fado de Coimbra.

A Música que neste país tem sido, em termos museológicos, vergonhosamente mal-tratada, devía-nos merecer particular atenção. O Museu Nacional da Música está instalado provisoriamente, mas há vários anos, numa estação do Metropolitano de Lisboa. Por isso parece-me, sublinho parece-me, que seria uma mais valia para Coimbra a instalação de um Museu da Música, que se poderia chamar Carlos Seixas (o nome de um músico de Coimbra, com peso institucional) e que incorporaria tudo aquilo que um museu comporta e também áreas cientificas sobre o som, a voz, etc., sem esquecer o valioso espólio musical existente na Universidade de Coimbra. Seria um projeto de parceria da Cidade e da Universidade de dimensão nacional que atrairia nacionais e estrangeiros.

Para começar a ganhar balanço o projeto poderia começar com uma candidatura à UNESCO de Coimbra como Cidade da Música, no âmbito de das Cidades Criativas. Recorde-se que ainda há relativamente pouco tempo a Universidade homenageou o Professor Rui Vieira Nery, conceituado musicólogo, que teve um papel determinante na aprovação do Fado como Património Imaterial da Humanidade, e que poderia ser solicitado a colaborar no processo.

Outro, que me parece merecer consideração tem a ver com o Jardim Botânico, de que só existem três no país: Lisboa, Porto, e Coimbra, que é o segundo mais antigo. É um jardim que, apesar de todas as dificuldades, teve sempre as portas abertas à cidade - de que é um pulmões -, e que tem vindo a fazer um enorme esforço de renovação, como aconteceu com a recente intervenção nas estufas. É um exemplo perfeito dessa parceria vital: Universidade/Cidade, que merece um apoio institucional forte, de modo a tornar-se um espaço de atratividade e visita incontornável.

Fica o desafio de que cada um agarre em papel e lápis e comece a descobrir diferenças que nos possam dar mais futuro.



sexta-feira, 7 de setembro de 2018

O RANKING NOSSO DE CADA DIA


A saída da Universidade de Coimbra (UC) do top 500 do “Ranking de Xangai” foi uma má notícia, que levou o Reitor a uma tomada de posição e a um esclarecimento à comunidade universitária e o Presidente do Conselho Geral, professor João Caraça, à publicação de uma artigo no jornal Público, em 23 de agosto p.p.: “Para quê os rankings?”, procurando desvalorizar a situação sem, contudo, deixar algumas interrogações que devem merecer atenção e reflexão.

Independentemente das explicações para o sucedido, parece importante e urgente que a comunidade universitária considere o sucedido como sintoma de que alguma coisa não vai bem, porque, como diz o professor João Caraça, os rankings vieram para ficar e são um instrumento de negócio ou de poder.

Contudo, numa cidade como Coimbra em que a universidade e a cidade estão de tal forma interligadas, que a cidade se apresenta como um verdadeiro campus universitário, é imperioso que todos nos empenhemos na consideração de tudo o que possa contribuir para a melhoria do seu ranking global = cidade+universidade.

Se o ensino, a investigação e a produção cientifica são questões académicas, o espaço físico em que essa atividade se desenvolve é, sempre foi - Coimbra sabe-o bem – uma componente de grande importância, que tem de ser devidamente considerada, pelo que, vencer capelas de poder e criar um estado de espírito positivo e cooperativo entre o governo da cidade e o governo universitário é fundamental.

Quando, neste mundo global, um estudante faz uma opção por uma universidade considerará, decerto, vários indicadores: as ofertas formativas; os rankigs; os custos diretos e indiretos; e muitos outros fatores como a segurança, os transportes, o ambiente cultural, desportivo ou de lazer que a cidade de acolhimento oferece.

Hoje, em Coimbra, por exemplo, o estado dos espaços envolventes dos estabelecimentos universitários é deprimente. E ninguém está isento de culpa. Foi uma luta de anos para conseguir que o Paço das Escolas deixasse de ser um parque auto. Mas, ainda agora, o espaço fronteiro à sua entrada e à Faculdade de Letras e Biblioteca Geral continua a ser um parque de estacionamento universitário. Ali, onde impera o ensino das Humanidades, os deuses são os carros. No Polo II há uma caótica sensação de abandono – veja-se os passeios. No Polo III a confusão e a má qualidade de acessos é gritante. E ninguém sabe verdadeiramente de quem à responsabilidade por este estado de coisas.

Há, portanto, muito a fazer para melhorar o ranking, um ranking diário que a todos aproveita, o que impõe uma verdadeira e consistente aproximação institucional. Uma reunião do Presidente da Câmara e do Presidente da Assembleia Municipal, com o Reitor e o Presidente do Conselho Geral da UC para definir uma estratégia de avaliação, reflexão e atuação concertada de valorização e desenvolvimento da Cidade e da Universidade seria um bom começo. E, depois, trabalho concertado!


COIMBRA E OS JOGOS EUROPEUS UNIVERSITÁRIOS


Era desnecessário escrever sobre este assunto porque, estou certo, todos os leitores sabem que por estes dias se realizam em Coimbra os Jogos Europeus Universitários (EUG2018), que, como diz o secretário-geral da organização, é o maior evento multidesportivo realizado em Portugal.

Trata-se de um evento que está profusamente divulgado, nomeadamente pela cidade e municípios vizinhos, até porque as provas de canoagem vão ter lugar em Montemor, e que, como todos os conimbricenses sabem, envolverá 4500 atletas, de 13 modalidades, em representação de 40 países e 350 universidades.

É um grande acontecimento de dimensão nacional e repercussão internacional, qualquer coisa como metade de uns jogos olímpicos, que levou a uma preparação complexa e a um investimento importante em instalações desportivas, coisa que todos os conimbricenses conhecem e os enche de satisfação.

Já que o EURO2004, por desencontro de vontades, não permitiu a renovação do Estádio Universitário, agora passados 14 anos, há por ali beneficiações importantes e vê-se que a Cidade está entusiasmadíssima com o facto.

Aliás, só alguém muito distraído ignorará este acontecimento, porque, desde as entradas da cidade até aos locais estratégicos de maior circulação, são visíveis cartazes e outdoors de divulgação, o que, obviamente, eleva a auto-estima dos habitantes e suscita a admiração dos visitantes, particularmente dos turistas, pela a importância da cidade e da sua universidade e a dimensão que a mesma têm a nível internacional.

Hoje, quando é cada vez mais importante a “economia” do ensino e se disputam alunos de todos os cantos do mundo para frequentarem as nossas universidades, este é sem dúvida um excelente elemento de marketing que foi devidamente aproveitado e por isso a enorme divulgação que está a ter.

Numa cidade do conhecimento - que parece desconhecer-se por andar permanentemente a questionar-se sobre a sua identidade e futuro -, e que continua a ser vista como a Cidade Universitária do país, este é um momento que está a ser muito bem aproveitado e para o qual a cidade no seu todo se preparou devidamente, sabendo que há poucos acontecimentos como este que, de forma tão eficaz e económica, lhe permitirão divulgar a sua vocação universal de ensino e investigação e de smart city.

De repente lembrei-me daquela história do mestre e do discípulo que caminhavam lentamente, a meio da noite, e de súbito o discípulo diz, a meia voz: “Que silêncio”, a que o mestre responde: “Não digas que silêncio. Diz, não oiço nada.”

quinta-feira, 28 de junho de 2018

A LENDA DOS PARTOS DE CINDAZUNDA


Aproxima-se o dia da cidade e por isso será uma boa altura para revisitar a Lenda da Cidade de Coimbra, na versão poética de Frei Bernardo de Brito.

Como nos foi transmitido a contenda de Ataces com Hermenerico, no século V, acabou numa história de amor – nem poderia ser de outra maneira tratando-se de Coimbra – em que Ataces casa com a bela princesa Cindazunda filha de Hermenerico.

Partindo daqui, será legitimo imaginar um bárbaro lar cheio de amor, com principezinhos e princesinhas (atenção que referi a forma masculina e a feminina - as duas que conheço) em alegres brincadeiras e a banharem-se no Mondego.

O que Frei Bernardo de Brito não nos disse é que atendendo ao ADN da cidade, terá havido fortes discussões no paço real sobre o local onde Cindazunda deveria dar à luz os seus rebentos. Note-se que digo dar à luz e não parir, porque estamos a falar de uma princesa e não de uma qualquer mulher do povo.

A questão, na verdade, não foi pacifica. Uns saudosos dos tempos na margem esquerda do Mondego e convencidos de que ali os ares eram melhores, havia abundância de terrenos, boas condições de acolhimento para as parturientes e seus familiares e interesse estratégico em desenvolver a cidade naquele lado do rio, pretendiam que Cindazunda fosse dar à luz naqueles territórios.

Outros, os barões e as corporações da altura construiram uma narrativa, apoiada por insuspeitos conselheiros - sempre simpáticos para com o poder -, dizendo que na margem direita havia mais e melhores curandeiros e que por isso Cindazunda tinha que dar à luz na margem direita. Na verdade, eles sabiam que ali, estando mais juntinhos, se controlavam melhor e garantiam um maior poder e influência junto do rei, o que lhes era fundamental.

Ora, esta tese acabou por ganhar vencimento e a nossa princesa teve mesmo de dar à luz numa casa enorme, ali numa zona a que hoje chamamos Celas e em que, diz a lenda (se não diz vai passar a dizer), havia uma enorme confusão de carroças e cavaleiros que se acotovelavam e disputavam agressivamente local para prender as suas alimárias.

E foi assim que a partir daquele distante século V, nesta cidade que vai celebrar o seu dia e festejar Isabel de Aragão - a Rainha Santa, grande benfeitora da margem esquerda, se consolidou a lenda de que apenas é possível haver maternidade(s) em Coimbra na margem direita do Mondego. Aliás é mesmo mais natural não haver nenhuma maternidade do que uma nova construção na, ainda hoje, longínqua zona dos Covões.

PS: Peço, humildemente, aos leitores que me desculpem algumas incongruências ou erros de natureza histórica, mas como compreenderão: trata-se de uma lenda.

SETAS CULTURAIS


Passo frequentemente pela aldeia onde nasci. Digo passo e não vou, porque permaneço lá pouco tempo e conheço cada vez menos os seus habitantes o que também motiva a minha ignorância dos motivos que levam a que os responsáveis locais não estejam a preparar uma candidatura a Capital Europeia da Cultura.

É sabido que em 2027 haverá uma Capital Europeia da Cultura portuguesa, o que está a suscitar uma intensa e até insuspeita ambição cultural que tem vindo a fazer surgir candidaturas de norte a sul, o que é digno de registo e de elogio, e que nos faz lembrar que estamos a viver um novo tempo, a nível de políticas públicas, em que a cultura assume um papel cada vez mais relevante.

Mais ainda, quando se pensa que se preparam candidaturas para um evento a realizar daqui a nove anos, num país que se identifica muito mais com o desenrasca do que com o planeamento, não podemos deixar de nos congratular com todo este movimento e de agradecer a iniciativa a Melina Mercouri e à União Europeia que lhe tem dado continuidade.

Sobre as equipas de trabalho das candidaturas confesso a minha ignorância genérica quanto à sua constituição. No que toca a Coimbra, cuja constituição foi recentemente dada a conhecer, é reconhecido o mérito pessoal e profissional de alguns dos seus membros e a surpresa de vê-la integrada por dois dirigentes políticos do PSD, um de Coimbra e outro de Leiria. Tanto quanto se percebe não há uma outra tão forte representação de dirigentes partidários.

Assim, caso a candidatura de Coimbra seja vitoriosa, o PSD reivindicará legitimamente uma vitória, e o projeto cultural que irá emergir na cidade dependerá decisivamente do seu contributo. É uma vitória política à la longue de que, face ao atual contexto político-partidário, não seria de todo expectável.

Dir-se-á que não faz sentido esta consideração de índole político-partidário, mas a verdade é que ela foi tornada evidente no exato momento em que foi conhecida a equipa e até me parece que em Leiria há quem olhe para a candidatura de Coimbra como um ato político revanchista e que fale, não sei porquê, em traição.

Vamos aguardar pela decisão final e esperar que não subsistam animosidades tão recorrentes na nossa cultura política, e, sobretudo, que a ambição cultural não esmoreça porque o que menos se deseja é que a paixão pela cultura seja efémera e utilizada como arma de arremesso.

Podendo Coimbra e Leiria constituir-se como um polo determinante na afirmação do centro do país, pelas características próprias e complementares e pela proximidade geográfica, espera-se que não haja por aí uma seta a mais que acrescente dificuldade a uma aproximação e cooperação, que é importante para as duas cidades e para o país.